Zona transfronteiriça de Bragança já é Reserva da Biosfera

Zona transfronteiriça de Bragança já é Reserva da Biosfera

A UNESCO aprovou recentemente a candidatura transfronteiriça de Bragança, Zamora e Salamanca a Reserva da Biosfera, que passa a integrar a rede mundial de sítios classificados pelo organismo internacional.

Uma comitiva da UNESCO visitou recentemente o Nordeste Transmontano e aprovou a respetiva candidatura transfronteiriça. Segundo Margarida Rodrigues, coordenadora do Agrupamento de Cooperação Territorial – ZASNET, que preparou e apresentou a candidatura, uma reserva da biosfera “é um conceito de apoio ao desenvolvimento sustentável, através da conservação da natureza, da investigação e do apoio logístico”.

Miranda do Douro

“É uma marca de qualidade da Unesco para promover o espaço e uma ferramenta de desenvolvimento do território”, explicou  Margarida Rodrigues, acrescentando que este selo de qualidade “não trará qualquer restrição para as populações”.

Já Miguel Clusenev-godt, do Departamento de Ciências Ecológicas e da Terra, um organismo da UNESCO sediado em Paris, salienta que se trata de colocar no território transfronteiriço uma marca de qualidade e de excelência. “Com esta marca haverá desenvolvimento sustentável a unir todo uma região transfronteiriça em torno de maneio de território e da conservação da natureza”, realça.

Um selo de qualidade
Com esta decisão será criada “a maior Reserva Transfronteiriça da Europa”, que abrangerá um território com uma área equivalente à região norte de Portugal.

vinhais tras os montes

Nas regiões de Bragança, em Portugal, e de Salamanca e Zamora, em Espanha, concentram-se várias áreas protegidas portuguesas e espanholas como os parques naturais de Montesinho, do Douro Internacional, de Sanábria e das Arribas do Douro, alguns território inseridos na Rede Natura, como a Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo, Romeu, Sierra de la Culebra, Lagunas de Villafafila e Rio Sabor/Rio Maçãs.

O estatuto de Reserva da Biosfera é uma espécie de “selo de qualidade” atribuído pela UNESCO a territórios pelo uso e preservação da biodiversidade.

Fonte: Renascença