Quinta da Aveleda

Quinta da Aveleda

Ao sair da A4 em direção a Penafiel, é difícil imaginar que a escassos minutos da portagem existe um local que oferece aos seus visitantes um jardim tão paradisíaco, um Solar deslumbrante, um vinho conhecido além fronteiras e um queijo de comer e chorar por mais. Falamos é claro da Quinta da Aveleda e do seu negócio que vai passando de geração em geração há mais de 300 anos, enchendo de orgulho não só os penafidelenses como também todos os portugueses.

Quinta da Aveleda

Meia hora mais cedo da visita, estavamos já à porta da loja da Quinta, onde se iniciaria a visita guiada prevista para as 16h30. Tempo para namorar os produtos à venda na loja e apreciar as roseiras bravas que embelezavam os canteiros da receção. Com o seu ar simpático e acolhedor, Paula, a guia, fez da visita um agradável passeio pelos jardins dando a conhecer as suas árvores centenárias e as histórias de cada local. Trabalhando já há 25 anos na Quinta, nota-se muito bem o orgulho por pertencer a este projeto de gerações e o carinho com que abraça este trabalho.  As Follies são um dos ex-libris deste jardim e foram o gáudio de miúdos e graúdos que se deliciaram com estas excêntricas estruturas, muitas delas apenas com funções decorativas e que foram construídas como manifestação de pura arte. A casa do guarda, a casa de hóspedes e a casa de chá (com cerâmica de Bordalo Pinheiro), todas elas com os seus traços pitorescos, parecem tiradas de um livro da Disney.

Quinta da Aveleda Quinta da Aveleda Quinta da Aveleda

Depois dos jardins e de uma breve paragem em frente ao Solar da família para algumas selfies junto à Fonte das 4 Irmãs, fomos diretos para a Adega onde descansava o tão delicioso néctar dos deuses. Aqui podemos observar a garrafa original que deu origem ao formato da garrafa de aguardente Adega Velha.

Quinta da Aveleda Quinta da Aveleda Quinta da Aveleda

A hora já avançava e os espíritos menos animados com os requisitos que enchem a alma já se desejavam pelo momento da prova de vinhos e de queijos. Numa sala com uma bonita vista para o vinhedo, onde co-existem as castas Loureiro, Fernão Pires, Alvarinho, Arinto e Trajadura, os enoturistas poderam provar um requintado Quinta da Aveleda, um Rosé fresquinho e uns saborosos queijos (amanteigados e curados) da mesma marca servidos por Cristina, também ela a trabalhar na mesma casa há mais de 25 anos. Por curiosidade, e em segredo, perguntamos-lhe se ainda produziam a famosa bagaceira, mas diretivas superiores da União Europeia ditaram que este tipo de produção está proibida e como tal já não se encontra no mercado. No mercado não, mas numa das garrafeiras de um dos visitantes está com certeza, o que, caso não houvesse mais nenhuma razão para isso, o fez ganhar o dia!

Quinta da Aveleda Quinta da Aveleda

Quinta da Aveleda

Já com o estômago retemperado e o espírito ainda mais animado graças ao tal néctar dos deuses, os visitantes lá foram saindo, uns em direção à loja para comprar alguns produtos da Quinta da Aveleda, outros diretamente para o carro pedindo à companheira, ou companheiro, do lado para assumir a responsabilidade ao volante…

Aveleda Shop

No final da visita percebemos porque é que a Quinta recebeu o prémio internacional Best of Wine Tourism 2011 na categoria de «Arquitetura, Parques e Jardins». Contudo,para além dos jardins bem arranjados e a arquitetura follie (se assim a podemos chamar), nota-se claramente no vinhedo o respeito que existe pelo Ambiente e a integração com a paisagem, em que foram adotadas técnicas sustentáveis que protegem a biodiversidade do ecossistema vitícola, dos seus solos, fauna e flora local. Sem dúvida um local a visitar pelo seu valor cultural, patrimonial e ambiental.