EasyJet desenvolve avião ecológico

EasyJet desenvolve avião ecológico

A easyJet irá desenvolver um sistema revolucionário de combustível baseado em hidrogénio com zero emissões, a aplicar nos seus aviões, e que tem o potencial de poupança de 50.000 toneladas de combustível e de emissões de CO2 associadas por avião e por ano.

Comprometida em reduzir a pegada ecológica da companhia e dos seus passageiros, a easyJet delineou novos objetivos para 2020, no que respeita à redução de emissões de CO2 na ordem dos 7% ao longo dos próximos cinco anos, quando comparado com as emissões de hoje, situadas na ordem dos 81.05 gramas por passageiro e por quilómetro.

easyJet Hybrid plane Energy-System

Nos últimos 15 anos, a easyJet reduziu as emissões de CO2 em 28%, ao investir na mais recente tecnologia, ao operar de forma mais eficiente e ao preencher quase a totalidade dos seus lugares, “o que significa que um passageiro da easyJet tem uma pegada ecológica 22% menor do que um passageiro de outra companhia aérea tradicional que voa no mesmo avião e na mesma rota”, afirma a companhia em comunicado. .

O conceito de avião híbrido, desenvolvido pelos alunos da universidade de Cranfield, utiliza o hidrogénio como combustível. Este sistema inovador de emissões zero permite que a energia seja capturada através dos travões do avião aquando a aterragem e é utilizada para carregar as baterias do sistema quando o avião está em terra (à semelhança do Kinetic Energy Recovery System (KERS) utilizado nos carros de Formula 1).

A energia pode ser utilizada pelo avião – durante o taxiing, por exemplo – sem necessitar de motores. Devido à frequência de voos e curta distância dos mesmos nas operações da easyJet, cerca de 4% de todo o consumo de combustível utilizado anualmente é utilizado durante o taxiing. Na easyJet, os aviões gastam uma média de 20 minutos por voo nestas operações, ou seja,  o equivalente a quatro milhões de milhas por ano, o comparável a oito viagens ida e volta à Lua!

easyjet2

Cada avião terá motores no trem de aterragem e sistemas de controlo electrónicos que permitem que os pilotos tenham total controlo sobre a velocidade, direção e travões do avião durante as operações de taxiing. Este sistema deverá reduzir, senão remover totalmente a necessidade de rebocadores para efetuar as manobras da aeronave, reduzindo ainda os tempos de inversão de marcha e melhorando os tempos da companhia.

O único produto desperdiçado é água potável que mesmo assim poderá ser utilizada para reabastecer o sistema de água do avião ao longo do voo. O conceito já foi desenvolvido pelo conceituado e premiado diretor de engenharia da easyJet, Ian Davies, em conjunto com a sua equipa que têm trabalhado diversas ideias em parceria com alunos de engenharia.

A easyJet vai começar a receber os novos aviões A320neo a partir de Junho de 2017, permitindo uma redução de 13% a 15% de combustível.

Fonte: Publituris