Descendo a Ecopista do Dão

Descendo a Ecopista do Dão

O dia acordou frio, mas nem isso abalou a vontade e entusiasmo dos cicloturistas aventureiros para percorrer de bicicleta aquela que é a maior ecopista de Portugal. 

A Ecopista do Dão, com os seus 49 km tricolores, surgiu da antiga linha ferroviária  que ligava Santa Comba Dão a Viseu. Nela conseguimos desfrutar de paisagens únicas de sobreiros, castanheiros, carvalhos e vinhas, sempre acompanhados pelo rio Dão e pelo seu afluente, o Paiva.

Ecopista do Dão

Por volta das nove horas da manhã, o grupo já se perfilava junto da carrinha que os levaria até Viseu. O ponto de encontro foi na Casa de Campo Quinta da Abelenda, que além de duas casas, dispõe também de bicicletas para alugar a quem quiser aventurar-se pela ecopista. Peter, um holandês que se apaixonou há uns anos por esta terra, é quem gere este projeto e contribui de uma forma significativa para um turismo mais sustentável na região.

Ecopista do Dão

O percurso da ecopista pode ser feito a pé ou de bicicleta, começando em Viseu ou em Santa Comba Dão. Contudo, o passeio mais fácil e descontraído é mesmo a descida da ecopista, iniciando o seu percurso em Viseu. Para os ciclistas mais experientes, o esforço está nos 49 km a subir, mas pouco!

Ao longo do percurso passamos por várias estações de comboio desativadas, umas mais degradadas do que outras. Contudo já começam a surgir projetos de recuperação de algumas, como é exemplo a estação de Figueiró, onde foi instalado um café com uma agradável esplanada para os dias de Verão.

Ecopista do Dão

Na estação da Torredeita encontramos uma antiga locomotiva a vapor de 1885, onde é possível visitar o seu interior e imaginar como seria abastecer aquela máquina com carvão. Mas não percamos muito tempo por aqui porque ainda estamos no quilómetro 12!

Seguimos em frente, passando pelo Túnel de Santa Catarina, com os seus quase 200 metros de comprimento e iluminada através de painéis solares. Aqui a cor do pavimento muda de vermelho (Viseu) para verde, sinal que chegamos agora ao concelho de Tondela.

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No concelho da linha verde, passamos por uma estação que nos deixou de coração partido devido ao estado de ruína em que se encontrava. A Estação de Santa Ovaia sai fora da traça típica das estações de comboio da região, o que levou o grupo a imaginar as histórias, as pessoas, o trabalho e as peripécias que por lá aconteceram nos seus tempos áureos.

Ecopista do Dão

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Mais à frente, entre os quilómetros 30 e 40 o trajeto é já feito sobre o vale do rio Paiva, um afluente do Dão. Aqui percorremos as vinhas que dão origem ao conhecido e excelente vinho do Dão, que mais tarde iríamos provar no Paço dos Cunhas de Santar.

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Já passavam das 13 horas e os estômagos dos nossos cicloturistas já começavam a apertar. Sinal que era tempo de fazer a última paragem para almoço, antes de chegar ao destino final. Demos então descanso às bicicletas e pusemos a trabalhar os nossos maxilares!

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Depois do almoço, era mais a vontade de ficar a espreguiçar ao sol e desfrutar da vista sobre o rio, do que seguir viagem até ao destino final. Contudo, como “o que tem que ser tem muita força”, lá continuamos a descer a ecopista, agora em tons de azul por estarmos no concelho de Santa Comba Dão, até à Quinta da Abelenda.

Foi sem dúvida uma aventura inesquecível, ficando todos com vontade de repetir este percurso. Desta vez a subir, para aumentar o grau de dificuldade!

Mapa

Como ir

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